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Eric Hobsbawm, um dos mais importantes historiadores da atualidade, observou que a humanidade constrói os significados das cores para formar as suas tradições, e assim, o seu conceito de nação. Mas isso acontece de forma automática, até inconsciente.

Pare para notar: dificilmente percebemos como as cores interferem diretamente nas ações e emoções cotidianas. Imagine o que seria de nós sem as cores da bandeira nacional, que revelam a identidade do nosso país. Ou mesmo sem os semáforos de trânsito com as luzes vermelha, amarela e verde. E se tivéssemos que torcer para times de futebol todos com camisas em tons de cinza? Teria alguma graça?

Da mesma forma, os consumidores sofrem uma influência constante das cores, desde o seu primeiro contato com um produto, que pode acontecer através de um anúncio publicitário, até o momento de encontrá-lo nas prateleiras.

Estudos comprovam que as cores podem gerar diversas sensações no ser humano, agradáveis ou desagradáveis, de prazer ou de dor, que estão relacionadas diretamente ao emocional e ao racional e influenciam o seu comportamento, pois cada tonalidade carrega consigo aspectos psicológicos e culturais, além de características sensoriais e emotivas.

Profa Heloisa Omine

Segundo a consultora Heloísa Omine, docente de Pós-graduação da Escola de Propaganda ESPM na disciplina Comunicação com o Mercado, as cores podem alterar as ações de alguns clientes, mudar o seu humor, e até mesmo, quando bem exploradas, despertar sentimentos que facilitam a compra.

Contudo, o tamanho dessa influência ainda é um mistério para os pesquisadores. “Ainda não temos um sistema de avaliação para medir o impacto da cor como informação ou ferramenta”, afirma.

Para usar o poder das cores em seu favor, o conselho que Heloísa dá aos lojistas é que adotem uma palheta de tonalidades de acordo com as características do segmento em que atuam: “Para produtos ligados à tecnologia são utilizadas cores frias como branco, prata e azul; para a linha de cuidados pessoais, cores claras; e para o setor de moda, variam de acordo com cada estação”.

“Em diversas redes de varejo pode-se verificar uma tendência de mudança nas cores, todas caminhando para o formato verde, associado à sustentabilidade”.

Dicas para o lojista

As cores quentes como vermelho e laranja são muito usadas a fim de chamar a atenção para algum item, principalmente os promocionais, pois geram ansiedade e euforia.

O uso ponderado é um estímulo interessante para que consumidor fique atento e memorize as informações com mais facilidade. A dica é identificar os locais em que pode ocorrer a venda de impacto para aplicar esses tons.

Em contrapartida, os tons frios como derivados do azul nos deixam menos estressados, tranqüilizam, transmitem harmonia e bem-estar. Podem ser utilizados em situações onde a intenção é transmitir a sensação de calma e serenidade, ideais para compor ambientes em que estão expostos os produtos de temática cristã ou do segmento de inspiração. 

É preciso tomar muito cuidado com os excessos, por isso, o conselho é consultar um profissional especializado. Obviamente, não existe uma receita pronta para o sucesso, mas o fato é que uma boa identidade visual pode colaborar para o crescimento do negócio.

O importante é bolar uma boa estratégia, e analisar o que pode ser melhorado para que as lojas fiquem cada vez mais bonitas e atrativas. Que tal experimentar?

Seus clientes certamente vão gostar!

Texto originalmente publicado na Edição nº8 do Catálogo Aliança, editoria PDV (Ponto de Venda).

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