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No futebol, o clímax acontece a cada quatro anos, durante a Copa do Mundo, quando os melhores atletas de diferentes países se reúnem para participar da competição. No mundo da moda, o ponto máximo ocorre nos desfiles, onde são demonstradas as tendências de cada estação.

Quando o assunto é cinema, as atenções estão voltadas para os festivais, que juntam as principais produções de um determinado período. Em outro contexto, o da gastronomia, a degustação é uma das práticas mais importantes, pois é a maneira de provar os alimentos, afim de conferir seu aroma e sabor.

Traçando uma comparação dessas realidades com o mercado fonográfico, chegamos exatamente ao conceito da Coletânea: uma seleção musical, que possibilita ao ouvinte conhecer o que há de melhor em determinado estilo.

Elas podem ser temáticas, classificadas de acordo com datas especiais, ritmos ou agrupar destaques da obra de um artista. Fato é que esse formato tem sido explorado como uma alternativa comercialmente atrativa para gravadoras, lojistas e consumidores.

Como a maioria das tendências nesse setor, as coletâneas se popularizaram nos EUA, com o lançamento dos Greatest Hits (Maiores Sucessos). O cantor texano Johnny Mathis é considerado o primeiro a compilar esse tipo de álbum na história da música.

Sua Discografia no site pessoal aponta que o lançamento de Johnny’s Greatest Hits aconteceu em 1958, pela Columbia Records. O CD passou 490 semanas (quase 10 anos) no topo da lista na revista Billboard, merecendo registro no Guinness Book.

A partir de então, as portas se abriram para que The Eagles, The Beatles, Kenny Rogers, Aerosmith, Kiss, Queen e outros grupos famosos aproveitassem a ideia ao longo de suas carreiras.

Um modelo que dá certo

Os números demonstram que a iniciativa dá certo. Uma pesquisa recente da ABPD/Nielsen divulgada pela Newsletter Sucesso! revela que, entre os 10 discos mais vendidos no Brasil, quatro são coletâneas.

Não há como negar que seus benefícios são diversos. “Inclusive no segmento gospel, elas alavancam as vendas, são um meio de divulgação para os artistas em questão, popularizam seu trabalho e promovem ainda uma interação entre as empresas do segmento”, enumera Adriana Reis, gerente artística da gravadora Line Records.

A opinião é endossada por Ana Paula Porto, coordenadora de projetos da Graça Music. “Esta é uma forma de estreitar laços entre as produtoras, além de promover a divulgação do cast (grupo de artistas). É uma interação que nos traz ótimos resultados”, comenta.

Reunir as melhores músicas em um só CD torna o produto atrativo ao consumidor, e confere mais espaço físico nos estoques ou mesmo nas prateleiras das lojas. É aí que os lojistas saem ganhando.

“Um álbum de carreira dificilmente possui 100% de faixas que fazem sucesso”, comenta Igor Tabai, coordenador de e-commerce da Som Livre, que já atuou como coordenador de coletâneas na mesma empresa.

Outro aspecto é que as coletâneas funcionam como um registro histórico, segundo Lincoln Baena, coordenador de projetos da Aliança.

“Músicas que marcaram época como Não há Deus Maior (Comunidade de Nilópolis), Superabundante Graça (Asaph Borba), Plano Melhor (Renascer Praise) e Restitui (Toque no Altar) representam o que de mais relevante acontecia no estilo louvor e adoração em cada período. Hoje elas podem ser encontradas juntas nas quatro edições da série O Melhor do Louvor e Adoração”, diz Baena.

No volume 5, que acaba de ser lançado, estão reunidos Irmão Lázaro, Regis Danese, André Valadão, Adoração e Adoradores, Fernanda Brum, Ludmila Ferber, Toque no Altar, Aliança do Tabernáculo, Davi Sacer, Fernandinho, Daniel Souza, Paulo Baruk, Filhos do Homem, David Quinlan e Igreja Batista Shalom (DF).

Do ponto de vista comercial, fato é que hoje o mercado precisa buscar alternativas de receitas. Sem dúvida, as coletâneas são uma tentativa neste sentido. Está aí o incentivo. Certamente, o público vai gostar!

Texto originalmente publicado na Edição nº9 do Catálogo Aliança.
Para conferir a versão impressa clique aqui: Issuu.com/alianca
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